Fazendo Arte

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23 de jun de 2010

Separação Tardia

Separação tardia: o fim do casamento na maturidade

Como casais maduros estão terminando uniões de longa data e recomeçando a vida

   Juntos há 40 anos, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, e sua mulher, Mary Elizabeth Tipper Gore, estão se separando. O casal disse aos amigos que o fim do casamento foi de comum acordo e que eles estavam “crescendo separados”.
   A decisão surpreendeu não só pelo tempo de união, mas porque eles eram um ícone de relacionamento estável e feliz na política - chegaram a servir de contraponto na ocasião do caso extraconjugal entre o presidente Bill Clinton e sua estagiária Monica Lewinsk.
  Gore e Tipper representam uma nova geração de casais que está se separando depois de relações longas e em um momento de vida mais maduro. 
  “Esses casos estão aumentando. Era uma situação impensada no passado”, diz Magdalena Ramos, terapeuta de casais e família e professora do curso de psicologia da PUC/SP. “O motivo principal é que as pessoas não estão querendo mais tolerar situações pesadas e incômodas”, completa.
  
   Já não é de hoje que o peso social do divórcio vem diminuindo. Soma-se a isso o aumento da qualidade e expectativa de vida, que no Brasil passou de 69,6 anos para 72,8 de 1998 a 2008, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso torna possível explorar o futuro de forma plena após o fim de um casamento longo.
   Livres dos laços do relacionamento há mais espaço para explorar vontades individuais. Segundo Magdalena, para alguns casais os interesses podem ficar acirrados depois de muito tempo juntos. “Um gosta de viajar e sair e o outro quer ficar introspectivo em casa, por exemplo. Se o marido antes se esforçava para acompanhar a mulher nas atividades agora pode não querer mais. Aí vão perdendo os benefícios da relação”, explica.

Sem de bodas de ouro

   Nancy Maria Garroux, 67, também estava casada há 40 anos quando se separou, há sete anos. Ela descobriu uma traição do marido e não aceitou m mais viver com ele. “Sempre o tratei muito bem. Quando soube que ele tinha outra foi um baque, mas tomei vergonha na cara, tive amor próprio e mandei ir embora de uma vez”.

Foto: Acervo pessoal

    Nancy Garrou, 67 anos:"Estou vivendo o melhor tempo da minha vida"


   Diferente do caso de Gore, o processo da família Garroux não foi amigável e se arrastou por anos na justiça. “Ele pensou que eu não ia fazer isso nunca”, diz Nancy. “Achou que eu estava muito bem e tentou tirar as coisas de mim: o carro, a casa e até a pensão”.
   Uma coisa é saber que a decisão certa foi tomada. Retomar a vida sozinha é outra história. “Precisei de muita força de vontade, pensar no que eu passei de ruim e o que tinha de bom pela frente”, conta Nancy, mãe de quatro filhos - que ficaram do seu lado durante a separação. Os netos também deram uma força: ela passou a última semana hospedada na república da neta, no Paraná, mimando ela e as colegas de faculdade.
   De maneira geral, em uma separação tardia o homem envereda mais pela procura de uma nova parceira mais jovem enquanto as mulheres focam na idéia de viver com mais tranqüilidade, avalia a psicóloga Magdalena. “Eles têm uma ilusão de conquista e possibilidades, e a mulher tem a ideia que vai viver mais em paz e fazer o que quer, principalmente se o marido demandava muito”, diz.
   Viajar está entre as novas atividades atuais de Nancy, que não deixou de frequentar o baile nos finais de semana em Atibaia (SP), onde mora. “Nos 40 anos que vivi junto era amarrada, prisioneira e fazia tudo do jeito dele. Hoje eu faço o que quero” desabafa. O plano dela agora é arrumar um emprego, trabalhar durante a semana e dançar a noite “que é o que eu mais gosto”.

A segunda chance é para aproveitar


Foto: Acervo pessoal

Depois de superar um câncer de pulmão, Denise adotou um ritmo de vida diferente. E o marido não companhou.

“Precisava viver algo que valesse a pena e o casamento não estava me dando isso”, conta Denise Rodrigues, 51, consultora de Recursos Humanos. Ela se separou em 2007 ao perceber que sua relação estava “uma pasmaceira só”.


   Hoje em Santos (SP), Denise na época morava em Palmas (TO) para acompanhar a carreira de juiz do marido, que passava os dias da semana no interior do estado. A distância física foi se tornando prática também: “tínhamos desejos diferentes e sexo era uma raridade”.
   A mudança no relacionamento começou principalmente depois que ela foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2004. Após uma cirurgia e quimioterapia, foi necessária uma mudança de hábitos e as baladas foram trocadas por caminhadas e natação. “Eu tinha um ritmo. Ele passou a sair mais sozinho com os amigos pra poder fumar e beber a vontade, começou a não vir no fim de semana pra casa”, lembra Denise que hoje compete em um time de Triatlo.
   As atividades separadas se transformaram em férias separadas e então, em separação de fato. “Por mais que tenha doído, dói menos que viver aquilo”, avalia. “Bati na trave, não vim pro segundo tempo para sofrer”.


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Vida a Dois

Traição é sempre culpa do marido?

Homens e mulheres traem em proporções parecidas. Eles culpam a si mesmos, e elas os culpam também


  Nos primeiros capítulos de “Passione”, novela da Rede Globo, a personagem Stela, de Maitê Proença, saía pelas ruas à procura de sexo sem compromisso fora do casamento. No início da história, não havia nenhuma preocupação em tentar explicar ou justificar o fato de a personagem trair o seu marido. Com o passar do tempo, no entanto, cenas em que o companheiro de Stela a ignora, passa longe da intimidade e a trata de forma grosseira ganharam espaço. A trama agora foge da hipótese de uma mulher trair simplesmente porque quer. A culpa, cedo ou tarde, será do homem.
  O discurso sobre infidelidade de “Passione” reflete muito do que pensam os brasileiros. Quando a antropóloga Mirian Goldenberg entrevistou 1.279 homens e mulheres de classe média carioca para seu livro “Por que homens e mulheres traem?”, uma coisa ficou clara: quando os homens traem, eles atribuem a infidelidade à questões relacionadas à masculinidade; quando as mulheres traem, elas justificam apontando faltas do parceiro. Ou seja, independentemente de quem trai, a culpa sempre recai sobre o homem.

Foto: Divulgação/TV Globo

  “Uma das coisas que descobri nesses vinte anos de pesquisa é que o homem é sempre culpado. Não só porque socialmente e culturalmente ele tem uma legitimização e até incentivo da infidelidade, mas também pelo fato de as mulheres não poderem adotar o discurso da traição pelo desejo. No entanto, elas traem, e bastante, é quase empatado. Em termos de comportamento sexual – iniciação, infidelidade, número de parceiros – homens e mulheres estão muito próximos. Mas isso não se reflete no discurso, que é onde os dois se refugiam, já que a linguagem é uma forma de as pessoas se colocarem no padrão”, diz Mirian.
  Para entender melhor, vale a pena ver a lista de motivos apontados pelos entrevistados. Do universo inicial da pesquisa, 60% dos homens e 47% das mulheres disseram que já foram infiéis. O ranking de razões deles começa com “crise no casamento” e “crise pessoal”. A partir daí, seguem mais 50 justificativas, quase todas classificam a traição como uma consequência da masculinidade, por exemplo: “natureza masculina”, “essência masculina”, “genética”, “machismo” e “índole”.

  A lista delas é bem diferente. Nenhuma das razões apresentadas pelo público feminino coloca a mulher como causadora da infidelidade. Pelo contrário. O rol é aberto com “insatisfação com o parceiro” e “defeitos do parceiro”, e segue numa variação sobre o mesmo tema, em que chama a atenção uma impressionante sequência de 25 justificativas iniciadas por “falta”: “falta de comunicação”, “falta de romance”, “falta de tesão”, “falta de elogios” e até “falta de tudo”.
  “Tem um sofrimento de inadequação dos dois lados, e às vezes o do homem é maior. Se a mulher se sente mal de um lado, de outro eles não têm um discurso de vítima para referência”, explica a antropóloga. “Tem muito homem que não quer trair. Quem quer trair é o poligâmico, mas muitos não são assim”.

O que elas não dizem


  A cobrança feminina, diz a antropóloga, está diretamente ligada ao que ela chama de “miséria subjetiva” das mulheres brasileiras. Isso significa que, em nossa sociedade, “um bom marido” é visto como definidor do valor da mulher. “O marido é um capital, e você tem que conquistar seu valor sendo ‘única’. O teu valor está sob fiança do fato de você ter ou não um homem. Aqui, se você for bem-sucedida e ganhar milhões, vai ouvir 'ah, mas ela não tem filhos nem marido'", afirma Mirian.
  Com toda a expectativa do valor delas nas costas deles, é compreensível que isso acabe em frustração.   
“As mulheres têm muito esse discurso, como se ela fosse a coisa mais maravilhosa do mundo. Tem uma defasagem e uma fantasia feminina de achar que ela é a coisa mais especial que existe e que aquele cara pode completar todas as faltas. Aí ela pode se frustrar muito rápido. Você não é tão especial assim”, provoca Mirian. "É isso que gera comentários e padrões do tipo 'ai, mas se usar pochete não dá'”.

O que eles não dizem


  Com ou sem infidelidade, o mais comum é que exista um terceiro elemento na relação: o amigo. O círculo de amizades tem um peso enorme na formação da identidade masculina, inclusive na solidificação de conceitos, como a infidelidade ser ou não parte do homem. A lista de justificativas apresentadas no livro de Mirian está cheia de pistas dessa importância – além dos objetivos “pressão dos amigos” e “competição com os amigos”, os entrevistados do sexo masculino apresentaram uma série de frases feitas para justificar o comportamento extraconjugal, como “não dá para comer arroz com feijão todos os dias” e “a carne é fraca”, típicas de discursos de rodinhas de marmanjos.
  Na parte da pesquisa em que a antropóloga pergunta sobre o número de parceiras, 100% dos homens responderam que se julgavam fora da média, ou seja, que tinham tido menos mulheres do que os demais brasileiros. Nenhum entrevistado acha que é normal. Todos têm um “amigo que pegou mais mulher”. Todos.
  “Para eles, o amigo é o ponto da comparação, então eles sempre têm um amigo que é melhor que eles.  Mesmo o que diz que transou com cem mulheres tem um amigo que diz que transou com 200, e esse tem um que transou com 300”, explica Mirian. Uma curiosidade para quem sempre tem um amigo que transou mais: a média de parceiros ao longo da vida é de doze para os homens e oito para as mulheres.

Por que homens e mulheres traem?


  Não há uma resposta a essa pergunta. Mas Mirian Goldenberg conseguiu delimitar do que homens e mulheres mais reclamam em seus relacionamentos. A questão sexual, ao contrário do que muitos imaginam, não chega nem perto das maiores razões para a infidelidade. “O sexo está lá embaixo. Se o problema for esse, as pessoas se separaram. Não é por isso que as pessoas traem hoje”, acredita Mirian. Para as mulheres, o principal problema é a falta de intimidade, para os homens, é a falta de compreensão.
  “Eles não têm a menor idéia do que elas querem dizer com 'intimidade'. Ela quer ficar remoendo um problema, destrinchando, às vezes por anos. E eles têm aquela relação com os amigos de “vamos beber que passa”. É uma frase feita, mas é também um estilo de amizade diferente da amizade das mulheres. Parece mais simples, mas que funciona muito bem aqui na nossa cultura”, diz a antropóloga.
  Atrás de “intimidade e compreensão”, homens e mulheres buscam fora de casa algo que, na opinião da antropóloga, “o casamento parece que destrói e é fundamental nas relações extraconjugais: o tesão de se encontrar”. “O casamento torna as pessoas o seu pior. As pessoas se tornam grosseiras e desagradáveis umas com as outras, engordam, colocam aquela roupinha confortável e larga, o cabelo sujo. Você trabalha até as 7 horas da noite e ainda tem que chegar em casa e trabalhar para ser bom para o outro?”.
  Sem o cotidiano e outras características estruturais do casamento, as relações extraconjugais seriam o terreno onde isso nunca acontece. “É tão batalhado estar com aquela pessoa que você vai sempre o seu melhor. O único vínculo é o prazer amoroso. Pra quê eu vou ficar com um amante de cara amarrada? No casamento você encontra mil motivos para ficar”, acredita a antropóloga.
  “A solução é ficar atento para esse movimento que destrói o casamento. Cultivar a delicadeza, admiração e respeito um pelo outro. O ideal é cada um lembrar para si mesmo que sempre quis aquela outra pessoa, e que aquela é a vida que sonhou, e que portanto tem que cuidar disso. É muito difícil ter no mundo, uma pessoa que você admira, tem intimidade, respeita, te dá momentos de alegria. Já que é tão raro, tem que cuidar.”

Retirado do site:  Delas

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Terapia para a Casa - Parte I

Foto: Getty Images

Terapias para a casa I

Geobiologia, radiestesia e feng shui são algumas das opções para tornar o lar um lugar ainda melhor de estar
As alternativas para conquistar um corpo são e uma mente equilibrada nos dias de hoje são as mais numerosas possíveis. O que pouca gente lembra é que os ambientes pelos quais transitamos também influenciam em nossa qualidade de vida.
“A terapia de ambientes é uma combinação de várias técnicas para harmonizar os ambientes e favorecer as pessoas que neles circulam”, explica a arquiteta e terapeuta de ambientes, Aline Mendes.

Geobiologia


  Uma dessas técnicas é a geobiologia. Segundo Aline, que pesquisa o assunto há 11 anos, essa ciência estuda a influência do ambiente na saúde dos moradores. “Investigamos os materiais de construção que não sejam tóxicos, os pontos de telefonia que não emitam energias negativas, as falhas subterrâneas e os veios d’água que possam ser prejudiciais à saúde.”
  De acordo com ela, essas influências podem ser maiores do que se imagina. “Pesquisas científicas comprovam que tudo isso influencia no potencial iônico e faz com que a gente libere radicais livres - moléculas que, em número abundante, aceleram o processo de envelhecimento”, explica.
  Para explicar como a geobiologia funciona, Aline Mendes dá um exemplo: “se eu identificar que debaixo da cama está passando um veio de água que vai influenciar na saúde, eu mudo a cama de lugar ou coloco de baixo do colchão uma folha de cortiça ou feltro para neutralizar o efeito”.

Radiestesia




  Para identificar essas influências negativas no ambiente de trabalho ou mesmo em casa, uma das técnicas que pode ser utilizada é a radiestesia, terapia que identifica as energias do ambiente por meio de aparelhos que captam a vibração.
  A terapeuta Silvana Berti, que trabalha na área há 10 anos, explica que, de acordo com a radiestesia, todo objeto tem uma vibração, ou seja, emite uma onda. “Quando as ondas de algum objeto não estão sendo medidas ou estão diferentes do normal, ele está fora de freqüência, o que não é bom para quem vive ali”.     Essa alteração no padrão das ondas de um objeto é medida através da régua de Bovis.
  Além desse instrumento, a radiestesia também utiliza alguns outros aparelhos para medir a freqüência de objetos e localizar rios subterrâneos ou redes de campos terrestres que influenciam as ondas.
  Um deles é o pêndulo, objeto conhecido desde os tempos do faraó egípcio Tutancâmon para achar água.

“O pêndulo é um instrumento muito versátil, que uso tanto para medir a mudança na freqüência, como para detectar rios subterrâneos”, explica Silvana.

  Outro item utilizado pela radiestesia para localizar veios de água e campos magnéticos são as varetas chamadas de dual road ou forquilha. Multímetros e bússolas fecham a lista.
  A análise é feita inicialmente à distância, buscando os aspectos vibracionais do terreno. “Nossa preocupação são os lugares de longa estada, como cama, sofá, escrivaninha”, explica Silvana Berti.
  Entre os itens que interferem negativamente estão o carpete, que é um material sintético e que, consequentemente, gera eletricidade estática; além dos aparelhos eletrônicos, como televisão, computador e celular. Para equilibrar as energias é importante ter por perto elementos de fibra natural. “Quanto mais, melhor”, afirma Silvana.



Feng Shui

  Uma terapia bastante popularizada no Brasil é o Feng Shui, “arte milenar chinesa que nos ajuda a equilibrar as energias naturais de um espaço e mostra como as energias das oito direções do céu (Norte, Sul, Leste, Oeste, Nordeste, Sudoeste, Noroeste, Sudeste) influenciam a Terra e todas as criaturas”, explica a arquiteta e diretora do Instituto Brasileiro de Feng Shui, Maria Teresa Saldanha.
  De acordo com a arquiteta e terapeuta Aline Mendes, para fazer o estudo da casa duas informações são imprescindíveis, a data de construção do edifício e a direção dele em relação ao Norte. Daí o uso da bússola ser fundamental.
  Esse levantamento é somado ao conceito oriental de yin e yang. “Se um ambiente for mais favorável a ‘yin’, uso móveis grandes, para estabilizar a energia”, explica Aline. “Se for ‘yang’, vou deixar o espaço mais livre, com as janelas abertas.”

  “A terapia de ambientes é uma combinação de várias técnicas para harmonizar os ambientes e favorecer as pessoas que neles circulam”, explica a arquiteta e terapeuta de ambientes, Aline Mendes.